Cultura da paz e
cultura da guerra
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| Jovens oferecem flores aos policiais |
Cultura da paz e
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LIVRA-ME, SENHOR, DE MIM!
Ana Trajano
Um dos Santos mais queridos por sua mensagem de paz, São Francisco, do mesmo modo que pedia: "Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz, também rezava: "Ajuda-me, Senhor, a vencer a mim mesmo." Fazia eco assim a São Bernardo de Claraval que, em seu Tratado da Consciência ou do Conhecimento de Si", pede: "Ajuda-me, Senhor, a livrar-me de mim mesmo".
Ambos sabiam que seu maior inimigo estava dentro de si. E é assim com todos nós. Nosso maior inimigo somos nós próprios. As duas coisas - a paz e o vencer a si - estão relacionadas: só se conhece a paz quando se vence a si; ninguém se torna instrumento de paz sem antes vencer aqueles que lhe causam guerra.
Nosso coração é morada de Deus, é seu castelo, seu templo e, como tal, é atacado pelos inimigos de Deus, isto é, todos os maus sentimentos e más tendências que se opõem a Ele. Nossa maior luta, portanto, trava-se neste terreno sagrado que é nosso coração. São dois exércitos lutando por seu domínio: o das virtudes e o das más qualidades; em resumo o do bem e o do mal, o da luz e o das trevas.
É assim desde que decidimos abrir as portas a esse exército inimigo, opondo-nos ao Criador. Nossa atração pelo que de aparentemente belo e gostoso nos oferece o mundo só faz crescer a ação e as vitórias do exército inimigo.
Jesus travou essa queda de braço com aquele que representa o exército das trevas - o diabo - e venceu. Venceu porque venceu assim naqueles 40 dias de luta no deserto.
O exército inimigo tem um forte comandante - o orgulho. Todos os seus soldados (más qualidades) são como que extensões ou braços dele. Nosso mestre mostrou que para vencer a soberba desse comandante há um comandante da Luz milhões de vezes mais poderoso que ele: a humildade. São Francisco venceu a si quando conheceu a humildade. O que parece grande é vencido com o que parece pequeno.
A TORQUÊS E O MARTELO
Ana Trajano
Das aparições da Mãe de Deus registradas pelo mundo, uma das mais comoventes é a de La Salette, na França, em 1846. Ali, nossa senhora apareceu a duas crianças, também pastores: Maximin Giraud, de 11 anos, e Melanie Calvat, de 15.
Nas montanhas de La Salette, em sua primeira aparição, eles a viram pela primeira vez, sentada sobre uma pedra, com as mãos na face, e chorando copiosamente. Chorava de tristeza pelos pecados dos homens, por suas ofensas a Deus e pelos castigos que viriam. Por si, essa imagem já é tocante. A eles, Maria disse que segurava a mão de seu filho, adiando esse castigo; porém, iria chegar o momento que isso não seria mais possível.
Outro fato singular são as vestes usadas por Nossa Senhora nessa aparição: vestido igual ao das mulheres locais, longo, com um avental à frente e lenço às costas. Usava uma grossa corrente adornada de rosas e, nos pés, flores também ladeavam seu calçado.
Porém, chama atenção um detalhe - o mais significativo - nesses adornos descritos pelos pastorinhos. Eles contam que a Virgem Maria tinha, ao pescoço, uma segunda corrente mais fina da
Indagada sobre o significado, a Virgem disse às crianças que o martelo representava aquele com o qual os homens crucificaram - e continuam crucificando - seu filho prendendo-o à cruz. A torquês, ou alicate, foi (é) a ferramenta utilizada para retirá-lo.
Algo, como vemos, carregado de rico simbolismo. Temos esse martelo e essa torquês dentro de nós. O martelo representa o mal com o qual crucificamos o Cristo quando deixamos que em nós prevaleça o mal sobre o amor que Ele é; quando maltratamos o Jesus que nos aparece todos os dias maltrapilho, faminto e de tudo carente, na figura do nosso irmão.
O martelo é a violência, a injustiça, a opressão, a intolerância.O martelo prende o Cristo na cruz, mas sobretudo nos prende ao pecado por prende-Lo.
A torquês representa o bem, o que liberta o Cristo preso à cruz. Cabe a nós decidir que ferramenta utilizar na nossa relação diária com o Cristo. Ele, como um cordeiro inocente, espera-nos. Que não sejamos seus carrascos, mas quando formos, saibamos dispor da nossa torquês, do nosso arrependimento, do nosso pedido de perdão.
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| Animais confinados para o abate |
Daqui da janela do meu quarto, no sétimo andar, olho a rua lá embaixo, e vejo como está bonita, iluminada porque é dezembro, porque é Natal. É noite de lua cheia e a rua fica ainda mais clara. O mar também. De um brilho prateado que o transforma em uma enorme folha de papel alumínio, ondulada pela brisa. Uma árvore de Natal de água e luz beijando o horizonte. Assim é o mar nessa noite de lua.PAZ NAS REDES Ana Trajano As redes sociais transformaram as nossas vidas, é fato - tanto que já não nos imaginamos sem elas. Porém, també...